Acompanhamento Terapêutico



O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma prática clínica e de cuidados a pessoas em sofrimento, que necessitam de ajuda circunstancial ou contínua. Como um dispositivo clínico o AT acontece nos espaços e lugares de vida das pessoas, nos deslocamentos pelo tecido urbano, nos domicílios, nos locais de referência da assistência em saúde, nas instituições da vida civil e outros. A prática tem foco na reabilitação psicossocial a partir de uma escuta qualificada, propiciando estabelecimento de laços sociais e autonomia do sujeito.

O Acompanhamento Terapêutico é realizado a partir da avaliação da demanda de atendimento e inicia-se com a criação de um Projeto Terapêutico Individual com a participação do paciente, familiares e rede de profissionais envolvidos. O Projeto Terapêutico tem um tempo definido de duração, a necessidade de continuação do acompanhamento pode ser considerada e seguida de mudanças no Projeto Terapêutico de acordo com as evoluções já apresentadas.

Surgindo no contexto das reformas psiquiátricas de alguns países ocidentais em meados do século passado, quando o modelo manicomial já dava sinais de sua falência, o AT surge como uma possibilidade de atividade terapêutica com objetivo de promover a singularidade de pessoas acometidas por transtornos ou crises e favorecer o aumento de autonomia e o uso dos espaços sociais. No contexto atual, a prática dos acompanhantes terapêuticos extrapolou o campo da saúde mental para inserir-se em diversas frentes de trabalho: a saúde como um todo, o campo social, o universo das escolas, o campo jurídico, etc.

O Acompanhamento Terapêutico ocupa um importante papel na promoção de saúde e vem para integrar uma “teia” importante no contexto do tratamento e das políticas públicas que trabalham em rede, onde a assistência se dá a partir dos territórios geográficos e existenciais das pessoas.

Indicações:
crianças, adolescentes, adultos, idosos:


  • em situação de sofrimento psíquico; 
  • em crises e urgências; 
  • em uso prejudicial de álcool e drogas; 
  • inseridos nos programas de reabilitação psicossocial; 
  • com dificuldades escolares; 
  • com necessidades especiais.